sábado, 24 de outubro de 2009

Sexo nos livros

por Solange Fonzar

Confira alguns clássicos da literatura erótica, segundo nossa colunista*

*Este post foi publicado originalmente no MSN ONNE - estilo de vida  

 

Que tal uma leitura mais picante? Para quem não sabe, o erotismo e o sexo sempre deram as caras na literatura, mesmo sendo um tema muitas vezes desprezado, combatido e considerado tabu. De Safo, poetisa da ilha de Lesbos passando por Lisístrata de Aristófanes, Satiricon de Petronius, Decamerão de Boccaccio, até Charles Dickens, Carlos Drumond e tantos outros autores conhecidos, ou nem tanto, este tipo de literatura pode instigar a imaginação das pessoas e dar um up na vida sexual. Mas, se você tem vergonha de ler, saiba que os criadores desta obras consideradas “indecentes”, nem sempre são pessoas vulgares. Alguns autores célebres fazem acender a libido com poucas palavras. Pensando nisso, separamos alguns livros clássicos sobre o tema. Veja!
      
(Foto: Divulgação)

Fanny Hill

Fanny Hill ou Memórias de Uma Mulher de Prazer, considerado o primeiro romance erótico moderno, é também um dos grandes retratos da Europa do século dezoito. Em formato de cartas e narrado em primeira pessoa pela jovem Fanny Hill, o livro surpreende pela prosa sensual de Cleland e pelo estilo e elegância que o autor emprega ao contar as aventuras de iniciação sexual de uma jovem, nem tão inocente assim que, órfã aos quinze anos, vai para Londres tentar a vida e acaba se tornando uma requisitada cortesã. O livro, entretanto, demorou a ser reconhecido pela crítica, que somente nos últimos anos conferiu-lhe a devida importância. 
     
(Foto: Divulgação)

O Amante de Lady Chatterley

Considerado obsceno, O Amante de Lady Chatterley foi publicado clandestinamente em 1928, na França, e sua circulação foi proibida na Inglaterra até 1960 quando o livro saiu vitorioso de uma grande batalha judicial. Tendo como cenário a Inglaterra conservadora do início do século XX, este romance explora abertamente o amor e o sexo, rompendo as convenções sociais e as relações de classe. O autor glorifica a alegria dos corpos durante o sexo ao narrar a história de Constance Reid, uma bela mulher que se casa com um oficial inglês. Logo após a lua-de-mel ele é chamado para uma das frentes de batalha da Primeira Guerra e retorna numa cadeira de rodas. Após a limitação física do marido, os desejos sexuais arrebatadores da personagem são satisfeitos pelo amante, um dos empregados da família. 
      
(Foto: Divulgação)

Trópico da Câncer

O primeiro e mais famoso romance de Henry Miller. Trópico de Câncer, publicado no ano de 1934, em Paris, foi imediatamente proibido em todos os países de língua inglesa. Tachado como pornográfico, o livro, assim como seu sucessor Trópico de Capricórnio, só foi liberado nos Estados Unidos e na Inglaterra na década de 60, aclamado como parte da revolução sexual. Polêmicas à parte, Trópico de Câncer foi celebrado pelos maiores intelectuais da época e se tornou um dos grandes clássicos da literatura americana. O livro traz um relato autobiográfico e autêntico de Miller, que chega a Paris após abandonar nos EUA um casamento arruinado e uma carreira estagnada. Mesmo sem um centavo no bolso, Henry Miller é apresentado à boemia francesa e redescobre seu próprio talento em dias e noites de liberdade e alegria sem fim. 
         
(Foto: Divulgação)

História de O

A História de O, da autora francesa Pauline Réage, é uma novela sadomasoquista que veio a público poucos anos antes da morte da autora. Obra-prima do erotismo, o livro foi lançado na França, em 1954. Neste clássico do sadomasoquismo, a jovem O, fotógrafa parisiense de moda, se deixa torturar sexualmente para obedecer a seu amante, que diz amá-la tanto quanto ela a ele. Em fevereiro de 1955, o livro ganhou o prêmio francês de literatura Prix des Deux Magots, embora isso não tenha evitado que as autoridades francesas acusassem o editor de obscenidade. As acusações foram rejeitadas pelos tribunais, mas um boicote publicitário ocorreu durante longos anos.
           
(Foto: Divulgação)

Lolita

De um lado, um homem de meia-idade, obsessivo e cínico. De outro, uma garota de doze anos, perversamente ingênua. A química se faz e dá origem a uma obra-prima da literatura do nosso século. Lolita é chocante, desafia tabus, escandaliza. O livro foi incorporado ao imaginário coletivo da modernidade, e até o nome da personagem tornou-se um substantivo corrente, provas do alcance e da genialidade do autor.

  • Autor: John Cleland
    Editora: Estação Liberdade
    Preço: R$ 45,80

    Autor: David Herbert Lawrence
    Editora: Best Seller
    Preço: R$ 19,90

    Autor: Henry Miller
    Editora: José Olympio
    Preço: R$ 40

    Autor: Pauline Reage
    Editora: Ediouro
    Preço: R$ 42,90
    Autor: Vladimir Nabokov
    Editora: Compania das Letras
    Preço: R$ 51,50
              


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