terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Pablo Neruda

Se estivesse vivo o poeta completaria 106 anos
 
por Solange Fonzar, colunista ONNE
     

(Foto: Reprodução)

São Paulo, julho de 2010 -
Há 106 anos nascia um dos maiores nomes da poesia latina: Pablo Neruda. Pseudônimo de Ricardo Eliécer Neftalí Reyes Basoalto, o poeta chileno escolheu seu novo nome em homenagem ao tcheco Jan Neruda e o francês Paul Verlaine, por quem mantinha grande admiração.
Considerado um dos mais importantes literatos do século 20, Neruda manteve também uma carreira diplomática como embaixador chileno na França, conheceu o mundo e aprendeu a dar ainda mais valor ao continente em que nasceu. Ganhou o prêmio Nobel de Literatura em 1971 e chegou a ser indicado a candidato a presidência da república, mas abriu mão da candidatura para seu amigo Salvador Allende.
Presenciou as tropas do general Franco assassinarem seu amigo Federico García Lorca e a Guerra Civil Espanhola, tornando-se um idealista, marxista e intolerante a regimes autoritários. Se dizia um homem político, mas não um poeta político, preferia ser considerado poeta do amor. De fato sua obra mais popular é Vinte Poemas de Amor e uma Canção Desesperada (1924), mas certamente Canto Geral (1950) é seu feito mais importante, que fala da dominação, miséria e grandeza do continente americano.
O escritor morreu em 1973, logo depois do assassinato do então presidente Allende e da ascensão do general Augusto Pinochet. Ao menos não viveu uma das ditaduras mais sanguinárias da história da América Latina. Um ano depois foi publicado seu livro de memórias – Confesso que Vivi (1974) - seu único livro em prosa.
Com 45 livros publicados, traduzidos para mais de 35 idiomas, ele dizia que escrever é fácil: "Se começa com uma letra maiúscula e termina-se com um ponto final, no meio você coloca suas idéias". Para alguém como Pablo Neruda, que era pura poesia, isso deve ter sido fácil mesmo.

Saiba mais sobre os clássicos de Pablo Neruda abaixo:

    
(Capa: Divulgação)

Confesso que Vivi (1974)

Autobiografia de um dos maiores poetas latino-americanos, famoso por sua militância política em defesa dos movimentos libertários. A obra, a única em prosa de Neruda, é considerada um clássico das letras espanholas. “Estas memórias ou lembranças são intermitentes e, por momentos, me escapam porque a vida é exatamente assim. A intermitência do sonho nos permite suportar os dias de trabalho. Muitas de minhas lembranças se toldaram ao evocá-las, viraram pó como um cristal irremediavelmente ferido. As memórias do memorialista não são as memórias do poeta. Aquele viveu talvez menos, porém fotografou muito mais e nos diverte com a perfeição dos detalhes; este nos entrega uma galeria de fantasmas sacudidos pelo fogo e a sombra de sua época.Talvez não vivi em mim mesmo, talvez vivi a vida dos outros. Do que deixei escrito nestas páginas se desprenderão sempre - como nos arvoredos de outono e como no tempo das vinhas – as folhas amarelas que vão morrer e as uvas que reviverão no vinho sagrado. Minha vida é uma vida feita de todas as vidas: as vidas do poeta – Pablo Neruda”

    
(Capa: Divulgação)

Vinte Poemas de Amor e uma Canção Desesperada (1924)

Publicado pela primeira vez em 1924 e escrito quando Neruda tinha cerca de 20 anos, Vinte poemas de amor e uma canção desesperada constitui o momento efetivamente inaugural da poesia de Neruda, porque é nele que, pela primeira vez, a sua linguagem poética alcança a unidade profunda entre a contenção retórica e a riqueza vocabular que definem o melhor de sua obra. Sem dúvida é a obra mais popular do autor. Este magnífico trabalho, que é um dos clássicos da poesia Latino-americana, sem dúvida, reflete o sentimento amor através das palavras que todo mundo sempre quer dizer e quer ouvir.

    
(Capa: Divulgação)

Canto Geral (1950)

Canto Geral tornou-se um clássico não só da literatura hispano-americana mas também da poesia universal do séc. 20, chamado pelo próprio Neruda, em Confesso que Vivi, sua obra memorialística, de "meu livro mais importante". Canto Geral é uma obra atípica e representa uma reviravolta na poética de Pablo Neruda. O livro foi escrito em circunstâncias adversas, quando Neruda, por ser membro do Partido Comunista, sofria forte perseguição pela polícia do presidente chileno González Videla, sendo obrigado a transpor a Cordilheira dos Andes e refugiar-se no exterior. Lançado em 1950, Canto Geral, obra de caráter enciclopédico, reúne os mais variados temas, gêneros e técnicas, dividindo-se em 15 seções e 231 poemas. O livro nasceu marcado pelo sofrimento, tendo o poeta testemunhado, por intermédio dele, o seu grande amor tanto pelo Chile e por seu povo, quanto pelos povos oprimidos da América Latina. É uma obra que une o combate e a ternura. 

     
(Foto: Divulgação)

Caixa Especial Pablo Neruda – 10 Volumes

Depois de publicar vários livros de Pablo Neruda (1904-1973) em formato de bolso, é chegada a hora de reunir alguns dos principais títulos na Caixa Especial Pablo Neruda – 10 Vol.; São eles:
Cem sonetos de amor

O coração amarelo
(bilíngue)
Crepusculário
(bilíngue)
Elegia
(bilíngue)
Jardim de inverno
(bilíngue)
Livro das perguntas
(bilíngue)
Residência na Terra – I
(bilíngue)
Residência na Terra – II
(bilíngue)
Terceira residência
(bilíngue)
Últimos poemas
(bilíngue)

SERVIÇO

  • Abaixo, livros disponíveis na LivrariaElefante.com.br

    Confesso que Vivi
    Editora: Bertrand
    Preço:
    R$ 55

    Vinte Poemas de Amor e uma Canção Desesperada
    Editora:
    José Olympio
    Preço: Indisponível no momento (avise-me quando chegar)

    Canto Geral
    Editora:
    Bertrand
    Preço: R$ 69

    Caixa Especial Pablo Neruda – 10 Volumes
    Editora:
    L&PM
    Preço: R$ 108

    Acesse aqui para comprar online

Nenhum comentário:

Postar um comentário